"Não acrescentemos dias à nossa vida, mas vida aos nossos dias"
Quinta-feira, 25 de Maio de 2006
Isto tudo...

A cada dia que passa estou mais convencido de que isto tudo é apenas uma grande experiência de uns cientistas quaisquer. Este mundo...isto tudo, para ser mais, ou menos, preciso!

É que, caímos aqui praticamente do céu, ou do espaço, ou através de micro-organismos unicelulares ou coisa c'o valha, sem qualquer luz sobre o que fazemos aqui, o que é suposto fazer, e mais uma cambada de perguntas repetidas ao longo da vida da humanidade.

Acho que é uma experiência de alguém para ver como é que um ser se desenvolve na plena escuridão, gerindo-se por crenças das quais não tem prova nenhuma, por outros seres tão iluminados como o próximo e pelas suas vontades ocasionais que acontecem sem qualquer explicação.

Já percebemos como funciona "a nossa casa", pelo menos no sentido terrestre e atmosférico porque o que toca à maior superfície da Terra não sabemos nada: os oceanos. Já nos conseguimos curar, certas doenças isto é, já sabemos tudo da anatomia humana, ou pelo menos pensamos que sim.

Da nossa cabeça ainda não conseguimos perceber muita coisa: apenas sabemos que, basicamente, somos "conduzidos" por impulsos eléctricos que se dão no nosso cérebro...mas o que gera esses impulsos? Uma vontade interior...que provém?...do interior...pois...

Como vêm, vivemos praticamente às escuras e o sentimento que mais nos atormenta/nos põe felizes (outro sentimento que ninguém consegue perceber o que é) passa-nos completamente ao lado...Mas é que não sabemos nada de nada do amor. Alguns loucos atrevem-se a dar uma definições ainda mais loucas como uma reacção química (numa parte qualquer do corpo; ouvi falar dum homem que teve "amor" no dedo mindinho) que nos torna confusos e nos diminui o discernimento: usando jargão técnico...torna sábios em loucos.

Para piorar isto tudo ("Ainda mais?" Sim!) contam-nos histórias sobre o amor verdadeiro: o sentimento mais realizador de todos e o mais cobiçado; e sobre as almas gémeas. Dizem que para cada um existe uma outra pessoas destinada e vice-versa, e apenas com essa pessoa conseguirá atingir a felicidade interior. Ora, no meio de 6 biliões de pessoas apenas na Terra (Quem nos diz que a nossa alma gémea não pode ser marciano ham?!) será mais provável saír-nos o euromilhões (outro fenómeno social) do que encontrarmos essa pessoa.

E mesmo que a encontremos, muitas vezes, por razões que ultrapassam a razão, nem sequer olhamos na cara dela e passamos pela felicidade maior da nossa vida como passamos por um mendigo no banco do jardim...com um desprezo de cortar à faca!

A minha teoria (por muito comedida e estúpida que seja) é que todo o ser racional, e por isso humano, necessita de ter perguntas superiores, perguntas que lhe deem um objectivo superior na sua vida. Se tal não existir a vida perde o seu sentido...(se alguém soubesse tudo, a escola perderia o sentido para essa pessoa e então ela sairia da escola) e então deixa de valer a pena acordarmos todos os dias atormentados por dúvidas quase retóricas.

E o amor é o mistério supremo e absoluto que ultrapassa qualquer razão ou teoria! Por isso é que o cobiçamos tanto! Uns de uma forma muito superficial, outros de uma forma muito mais relevante; mas ao fim ao cabo todos o buscamos.

Chegando ao fim deste testamento enorme [perdão ao leitor paciente (duvido que alguém chegue até este ponto!)] percebo agora que o ser humano é um ser fascinante: Sofre tanto por causa de um sentimento tão desconhecido a ele...Mesmo apesar de ninguém saber o que é o amor, todos sofrem por ele e para ele...fantástico...


sinto-me:

publicado por Sr. Dr. Ricky às 21:58
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1 comentário:
De alexiaa a 26 de Maio de 2006 às 00:07
Eu cheguei ao ponto:). Passaste da fase amargurada para a fase da análise, está a ser rápido o teu processo...Olha, almas gemeas ha muitas e se não ha devia haver:)
Beijinhos


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