"Não acrescentemos dias à nossa vida, mas vida aos nossos dias"
Terça-feira, 3 de Julho de 2007
Confusão

 É a melhor forma de me descrever...confusão.

Não quero parecer megalómano ou egocêntrico (apesar da minha mãe mo apelidar de tal) mas vou voltar a resolver o meu bloqueio tentando descrever-me. Descrever-me não, é mais correcto: visitando os meus cantos obscuros.

Algo que aprendi com o teatro. Todas as pessoas, ou a grande maioria, tende a fugir ou esconder estes cantos na sua mente. Estas falhas e imperfeições na personalidade de cada pessoa. Mas eu aprendi a abraçá-las e a convidá-las para tomar café.

É apenas visitando os meus cantos mais recônditos, mais abomináveis, mais atrozes que eu sou capaz de lidar com eles. Eu sei que há pessoas que conseguem lidar com coisas que não vêem, pois eu não sou assim tão competente, necessito de sentir. "Penso, Sinto, Logo Existo", o mero "Cogito Ergo Sum" é matemático demais para mim.

Já estou a divagar... Ora, confusão é algo que me define, pois eu sou muito contraditório: Para muitas coisas sou bastante responsável, "Um homenzinho" diz a minha avó, mas para muitas outras sou fútil, sou algo solúvel, capaz de dar um sabor diferente a algo por um tempo mas que se dissolve e desaparece rapidamente nas coisas, nos objectos, nas pessoas...

Isso aplica-se a muitas coisas, como o meu gosto musical: Tenho fases musicais, nas quais sou capaz de ouvir a música mais barulhenta para depois passar, de um momento para o outro, para músicas melancólicas e enamoradas. Mas se se aplicasse só a coisas assim, eu lá me safaria. O problema é quando esta minha característica se aplica nas minhas relações.

Elas podem ser ardentes, apaixonadas e enamoradas até à loucura por uns tempos...para mais tarde acabarem...desvanecerem... Para acabarem por se dissolver... Acabarem por perder o significado, de tal forma que dá a ideia de nunca ter existido significado.

No entanto...excepções as há. Como a música dos Nirvana...nunca me canso de ouvi-los, e de umas outras 4 bandas... Como...

 

E agora gostava de ter feito a ponte para as relações, dizendo: "Como tu...nunca me canso de te sentir nos meus braços..." Que inteligente e perspicaz que teria ficado este texto...

Mas não existe esse sujeito encantado, coberto de um cheiro a jasmim...possuidor de um corpo resplandescente, com curvas de fazer endoidecer qualquer um... Tal semi-deusa, versátil e inteligente, com um humor igualmente apurado. Interessante até ao tutano...

Porém, não há... Por isso acabo este pedaço da minha mente (sim, pois cada texto que compilo é parte integrante de mim próprio, talvez seja por isso que eu não escreva com muita regularidade), termino desta forma sem saborona, sonsa...

Estou aguardando um final melhor...


sinto-me:
música: Dumb - Nirvana

publicado por Sr. Dr. Ricky às 20:32
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